Presídio no Século 19

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Matriz

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Uma Feliz Notícia. Desejem-me boa sorte!


A imagem acima é o frontal de um café em Lisboa, Portugal, que traz o nome de "A Brasileira". Foi fundada por Adriano Telles, português, aquele da antiga Casa Telles de Visconde do Rio Branco, nossa cidade mineira, cujo prédio construído nos primeiros anos do século XX foi demolido recentemente. O propósito de postar esta imagem é comunicar minha próxima viagem a Portugal, que deverá ter início em 25 de setembro deste ano. Com certeza passarei em "A Brasileira" para tomar um café e experimentar a hospitalidade portuguesa. Abraços. Getulio.



Regras do Bom Viver

Estou adorando curtir meus amigos e as novidades que me trazem. Embora encontre pessoas de gênio difícil à vezes, tenho comigo que é preciso ter alegria e senso de humor nesta vida. Desta forma, com relação às pessoas, esta é a minha sentença:
AS PESSOAS SÃO COMO MÚSICA. ALGUMAS SÃO CONCERTANTES E OUTRAS DESCONCERTANTES! Haja jogo de cintura e coração.

Vivo a melhor fase de minha vida, com perspectiva de viver no mínimo mais 30 anos. Com as novas tecnologias e avanços científicos ha possibilidades de me manter em pleno vigor e juventude. Isto me fascina e me faz buscar novos horizontes.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ricardo Gomes, técnico do Vasco, mais uma vítima!

      • O torcedor mais fanático pode ter a face da inocência! Mas suas palavras e xingamentos durante essas competições do futebol revelam essa realidade da má intensão destrutiva. É claro que o clima emocional dos estádios de futebol não é bom. Alguém disse que o futebol é o ópio do povo e por aí vai... A grande massa é manipulada, entrega suas mentes e seu ouro.

      • Eu sou flamenguista de coração. Isto quer dizer que tenho coração, nunca xinguei quaisquer times, nunca achei meu time o melhor de todos, e espero que todos ganhem o seu dinheiro "honestamente" com o futebol, aqueles que lá estão. Que façam bom futebol e que cada um ganhe campeonatos a seu tempo.

      • Por isso posso imaginar o calvário por que passa o Ricardo Gomes. Sei que ele está sendo bem cuidado, e não é por nossas orações que ele vai se salvar. Deus sabe como e seus anjos já estão lá. O que precisamos é de ter uma mente positiva, não sermos fanáticos, e estarmos dispostos a viver como irmãos realmente todos os dias de nossa vida, amando de verdade e não falando da boca para fora que temos bons sentimentos, que nos preocupamos com o destino de alguém. Pois o mal foi feito e agora está nas mãos de Deus. Quem já xingou o Vasco, favor calar-se agora...!


      • MELISSA MELO comentou: Um tipo de magia trevosa parece ter atingido o técnico do Vasco durante esta competição entre seu time e o Flamengo. Fico imaginando a onda de sentimentos negativos mantida pela consciência da grande massa de torcedores, que lança seus desejos de queda contra o time rival, num momento em que tudo parece estar em jogo, até mesmo a verdadeira apreciação do trabalho bem feito das duas equipes.




segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dos Apegos Estéreis

Partir.
E, longe das visões,
da irrealidade e seus nomes,
alcançar a Liberdade.

Ouvir o ruído dos meus próprios passos
que, céleres, abandonam o campo infértil;
os pântanos putrefatos, onde nada se planta
e de onde nada se colhe,

nem afetos, nem mão amiga...

Colho minhas próprias palavras.
E de mim mesmo reclamo:
onde estão meus passos que avançam
a fincar estacas em terra sagrada?


Getulio Teixeira de Aguiar, em 26 de julho de 2011, registrando um certo tempo.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Lei Áurea, 13 de Maio de 1888

A Liberdade de minha bisavó Gabriéla Maria de Jesus se deu na cidade de Descoberto - MG, para onde ela havia se deslocado, vinda de Santa Rita do Rio Negro, Cantagalo - RJ, ainda escrava, aos 12 aos de idade. Aos 13, ela deu à luz seu primeiro filho, uma menina que recebeu o nome de Antônia, mais tarde Antônia Maria de São José.


Para trás, em Cantagalo, ela havia deixado sua mãe Thereza, seu pai Gabriel e suas irmãs, Clemência e Justina, obra da condição que lhe foi dada pela escravatura.


São 123 anos contados a partir daquele dia 13 de maio de 1888 e agora completados. Como a grande maioria dos escravos, ela ficou com poucas perspectivas para o futuro, e ainda à mercê de seu ex-dono, possivelmente aquele que foi o pai de sua filha, o Sr. José Rodrigues de Menezes, de quem sabemos muito pouco.


Ela chegou a Visconde do Rio Branco - MG entre 1888 e 1889, ainda como cozinheira do Sr. Menezes, cujo destino desconhecemos também após esse tempo. Ali, já com dois filhos, Antônia e Paulino José, teve sua segunda filha, a Flauzina, esta minha avó, em 1889.


O que há para comemorar neste dia? Pouco. A condição dos descendentes africanos em muitos casos é precária. Muito se tem feito para trazer-lhes honra e um lugar ao sol, entretanto a mancha da escravidão é difícil de ser lavada, e sua marca ainda impregna nossas almas tornando um destino muitas vezes incerto. Que a misericórdia de Deus ilumine os brasileiros e os faça resgatar o brilho da nossa raça, que é multiracial.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Manoel Teixeira de Aguiar, 100 anos do Nascimento!

Manoel, professor Waldomiro Viana e
prefeito Quinca Cardoso.


Família Chagas e Teixeira de Aguiar, mais uma biografia!

Manoel Teixeira de Aguiar, meu pai, nasceu em 23 de setembro de 1910. Registrado tardiamente, dois anos após seu nascimento, teve sua data declarada como sendo 1º de janeiro de 1912. Ele sempre comemorou nesse dia seu aniversário, o que ele informava orgulhosamente a seus amigos por ser o primeiro dia do ano. Isto nos faz acreditar que ele desconhecia a real data de sua chegada ao planeta. Era aparentemente tranquillo, amistoso, riso fácil e bom conselheiro. E ainda, inspirava extrema confiança. Era filho de João Teixeira de Aguiar e Josepha Francisca de Jesus. O pai era nascido na Bahia e filho de Esméria. Minha avó Josepha tinha seis filhos quando encontrou João Teixeira de Aguiar, e teve com ele mais 13 filhos no período de duração do casamento que foi de 1903 a 1915, quando ficou viúva novamente. Meu pai era filho desse segundo casamento. João Teixeira de Aguiar tinha boas terras no antigo Porto de Santo Antônio, hoje Dona Eusébia, Minas Gerais. Era agricultor em lavoura de café. Faleceu inesperadamente com pouco mais de cinqüenta anos numa manhã do dia de São João em 1915, deixando uma prole de dezenove filhos e enteados. Meu pai Manoel tinha então cinco anos de idade. Por isso pouco sabia informar do pai falecido.
Em 1932, após o falecimento da mãe Josepha, deslocou-se com parte da família para Visconde do Rio Branco, MG, que oferecia melhores oportunidades de trabalho. As terras herdadas foram vendidas por ele e os irmãos e, assim, cada um foi cuidar de sua vida. Em 1932 Manoel ingressou como empregado do Grande Hotel de Visconde do Rio Branco. Em 1938 casou-se com Maria Aristotelina de Cássia, tendo com ela oito filhos: Negrita, Paschoal, Regina Célia, Getulio, Luiz Gonzaga, João Batista, Josefa e Maria de Lourdes. A partir de 1946, ele e minha mãe estabeleceram-se com uma pequena lavanderia - Lavanderia Santo Antônio, que durou até depois de seu falecimento em 26 de junho de 1967, ainda jovem, com cinqüenta e seis anos de idade.
Manoel teve bons amigos e sempre esteve presente na vida deles nas horas de aflição. Das doenças e das necessidades de cuidados. Aplicava-lhes as injeções, dava-lhes os banhos, ministrava-lhes os medicamentos, dava-lhes atenção nos momentos de solidão e tristezas. E assistiu-lhes no momento da morte. Guardo o nome desses amigos, muitos deles compadres e vizinhos. Nas festas do padroeiro Santo Antônio, foi o leiloeiro oficial durante muitos anos, atividade que exercia gratuitamente, com muito senso de humor, em colaboração com os franciscanos do bairro e com a própria comunidade. Ali, nessa capela de Santo Antônio e Convento, recebemos as primeiras lições do catequismo católico, entramos em contato com os franciscanos holandeses e sua devoção a São Francisco de Assis, sua simplicidade e votos de pobreza, o que nos fazia bem próximos, pois tanto meu pai Manoel, sua esposa Tota, minha mãe e nós, seus filhos, sendo pessoas de pouca aquisição financeira, pudemos assim mesmo compartilhar com aqueles estrangeiros a riqueza de viver valores verdadeiros e eternos que são a amizade, a confiança, o respeito, a atenção, o ensinamento vivo, a luz jorrando das orações, a música preciosa, os pés no chão mesmo apoiado em sandálias rústicas. Tudo isto guardamos no coração. Tudo isso não morre nunca. Nem a memória de Manoel Teixeira de Aguiar e aquilo que ele conquistou na simplicidade.
Acredito que o ingresso para os reinos celestiais se faz com uma pequenina semente, aquele grão de mostarda revelado por Jesus Cristo e que se encontra no nosso coração. Que conservamos e multiplicamos com nosso afeto. E nessa multiplicação oferecemos, como Cristo, a todos que tenham necessidade de cura e sede de justiça. Assim são alimentados os puros. Isso podemos fazer independente da confusão do mundo e da competição das igrejas, e de certas teologias incompreensíveis. Quando quero garantir minha tranquilidade, penso naquilo que foi meu e estava perto de mim. Meu pai Manoel, seu afeto por todos e seu exemplo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Feminino em Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela

Podemos levar estas palavras a um plano muito mais elevado do que a poesia já apresenta e podemos estabelecer a nossa reverência à polaridade feminina de Deus, a Mãe Divina, transportando depois essa realidade do mundo do espírito para o plano terreno, onde reverenciamos o feminino dignificado em todas as suas manifestações: a mulher, a natureza e toda a sua criação.

Alegre Menina

- Oh! que fizeste, sultão, de minha alegre menina?

- Palácio real lhe dei, um trono de pedraria. Sapato bordado a ouro, esmeraldas e rubis. Ametista para os dedos, vestidos de diamantes. Escravas para servi-la, um lugar no meu dossel... E a chamei de rainha, e a chamei de rainha!!

- Oh! que fizeste, sultão, de minha alegre menina?? Só desejava a campina, colher as flores do mato... Só desejava um espelho de vidro para se mirar... Só desejava do sol o calor para bem viver, só desejava o luar de prata para repousar. Só desejava o amor dos homens para bem amar, só desejava o amor dos homens para bem amar...

- No baile real levei a tua alegre menina. Vestida de realeza, com princesas conversou. Com doutores praticou, dançou a dança faceira. Bebeu o vinho mais caro, mordeu fruta estrangeira. Entrou nos braços do rei, rainha mais verdadeira... Entrou nos braços do rei, rainha mais verdadeira...