Presídio no Século 19

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Matriz

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Nosso Site está na Internet

Amigos visitantes e seguidores, e primos, principalmente.

Nosso site, http://www.genenews.com.br/, já se encontra no ar. Ele traz novamente os assuntos relativos a genealogia e vai abrigar as árvores genealógicas de nossas famílias - a família de Gabriéla Maria de Jesus, nascida em Cantagalo, RJ, como sabem, e a família de meu pai, originalmente Chagas e Teixeira de Aguiar, cuja mãe foi Josepha Maria de Jesus. A necessidade do site surgiu quando me dei conta de que já possuía muitas informações genealógicas de nossas famílias e um espaço maior era exigido.
Lá vocês vão encontrar cadastrados os nomes da grande maioria dos membros de nossos familiares. Assim se faz necessário que eles se registrem como seguidores, corrijam o que for preciso e acrescentem o que falta, podendo usar o recurso do e.mail para encaminhar as informações.
Os assuntos relativos a História do Brasil, Música, Artes e atualidades poderão ser trazidos ocasionalmente ao site, porém ainda utilizarei este blog para um contato mais íntimo, inclusive postando aqui meu novo talento em ascensão, a poesia.
Não deixem de ler no site a biografia de Josephina Porfírio, cujos descendentes se encontram principalmente na região de Viçosa, MG.
Abraços, Getulio.

Canto do Amor Sábio

O meu amor,
este guardarei
entre muros,
tal qual as águas de uma represa.

Não esbanjarei quaisquer gotas,
nem lançarei em terra infértil.

Não distribuirei fartamente na seca,
como em tempo de fartas chuvas,
porém aos sedentos darei a contra-gotas.
Preciosas, são puras e cristalinas,
que do coração jorram sem cessar!

Pois que, se curativas são,
Saídas do corpo ou do espírito,
Quero que vivam eternamente,
como coração semente,
no peito de quem ama.

O amor flui delicadamente,
E rompe os meandros de células corrompidas.
Como um rio de limpas águas,
eleva o ser e revela a alma.

Amo incondicionalmente,
porém por economia
e para que a represa não se rompa,
faço correr as águas o suficiente...


Do Poeta em ascensão.

sábado, 1 de maio de 2010

Carta a um Amigo, que devido à distância, não pode receber um presente: um Vasinho de Violetas.












A cidade se renova para permanecer jovem. A cada momento surgem novas construções, novos pensamentos e idéias, enquanto o movimento intenso continua por dentro das pessoas e fora delas, nesta Belo Horizonte e no mundo.

Também não paramos, e sempre observamos o transformar das coisas e das mentes. Isto é vida.

Shy Violet segue também esse curso vital e se renova sempre. Ela não está sozinha. Os fortes avançam rápido, mas ela cumpre o papel que recebeu, tranquila e lentamente:

Tua tímida Violeta nos presenteia,
em simplicidade e transparência,
a plenitude da luz e da graça,
brilho, cor e beleza!


Enquanto ela avança no seu ritmo, uma luz diáfana atravessa o véu das cortinas, e traz para ela o alimento que precisa.



A poesia e os talentos não são deste mundo,
mas os colocamos aqui para estar nas coisas e lugares.


Grato por me ouvir e deixe que eu cuide de tua Violeta.

Getulio, um poeta em ascensão.

Agradecimento aos Amigos pelo incentivo ao novo Poeta.

As pessoas nunca passam por nós sem marcar nossas vidas,
mesmo nos silêncios e mesmo nas negativas.



Agradeço ao Deus Infinito,
Por isso Desconhecido,
por deixar que eu encontre pessoas,
por onde quer que eu ande.
E com isso possa aprender
O Ser e o Não Ser.

O que fazer e o que não fazer.
E por isso poder escolher.

E mesmo no conflito das incertezas,
Na dor das negativas,
Deixar que o coração flutue,
para ser a ponte entre
o Infinito e o finito dos homens
e da terra.

domingo, 28 de março de 2010

Genealogista se apresenta em Sarau


Nosso genealogista, proprietário deste blog, formado em canto pelo Conservatório Estadual de Musica "Professor Theodolindo José Soares", de Visconde do Rio Branco, MG, apresentou-se em um pequeno recital durante o Sarau organizado pelo Instituto Aura Mater, de Belo Horizonte, acompanhado pelo jovem violonista Eduardo Pio Meirelles Oliveira, graduado pela UEMG. Muito animados com o sucesso dessa apresentação para um seleto público, os dois estão trabalhando em parceria para trazer novos repertórios para voz e violão, com boa poesia e bom gosto musical.
Na ocasião foram apresentadas as seguintes canções:
Beautiful Dreamer, de Stephen C. Foster, compositor americano.
Acalanto da Rosa, de Cláudio Santoro, com poesia de Vinícius de Morais.
Melodia Sentimental, da "Floresta do Amazonas", de Heitor Villa Lobos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Introdução ao Estudo das Árvores de toda espécie.

Velhas Árvores, por Olavo Bilac

Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...

O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,

Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Glória aos Portugueses, sim. E ao Homem Brasileiro também.

Carta a um Amigo - descendente dos Tupinambá do norte fluminense.
Iniciei uma busca a respeito das nações indígenas à época do descobrimento e percebi que o estudo é bem complexo, principalmente tendo em vista as classificações hoje existentes. Devo então ter um certo cuidado nesse estudo.

Os índios encontrados pela expedição de Cabral, na Bahia, eram, sem dúvida, os tupiniquim da família tupi-guarani, tendo sido originários da bacia do Rio Paraná, no Paraguai. Por aí se vê o quanto deve ser complicado localizar os indígenas em algum lugar definitivo. Mas vou procurar saber. Um pesquisador de Cantagalo-RJ, e escritor, disse-me certa vez que a história do Brasil sempre foi contada sob o prisma do europeu. Daí os heróis são eles, os portugueses, etc. Não posso deixar de dar-lhes os créditos em alguns quesitos, inclusive navegação, embora precisamos falar que houve muito sacrifício humano naquelas viagens. Os heróis são os que morreram, deram suas vidas para sustentar os empreendimentos. Deveríamos levantar-lhes monumentos como aqueles dos heróis das guerras, se fosse possível a essas alturas. Muita coisa se esconde por detrás da falsa história do Brasil e dos falsos heróis. Sabemos um pouco, mas esquecemos que temos alguma glória na nossa história do Brasil. Nós, o povinho. E entregamos o ouro dessa glória, cuja recompensa nos prometeram receber somente no céu. Numa passagem de seu livro "A Viagem do Descobrimento", Eduardo Bueno nos fala das alianças das tribos, ora com os portugueses, ora com os franceses. Estava aí lançada a divisão dos habitantes da terra do Brasil, ou incentivada. Mas as nações indígenas brigavam por que? Diz-se por vingança. Não por terras. Na pág. 79, p. 4, ele escreve: "É exemplar o próprio caso dos Tupiniquim. Por volta de 1530, quando a colonização do Brasil se iniciou na prática, eles se uniram aos portugueses, na guerra contra os Tupinambá-tamoio, aliados dos franceses. Foi uma aliança inútil: após vencerem os inimigos iniciais, os lusos logo se esqueceram do auxílio que os Tupiniquim lhes haviam prestado. Por volta de 1570, a tribo já estava virtualmente extinta. Muitos de seus membros foram mortos por ordem de Mem de Sá, o terceiro governador - geral do Brasil". Este é um dos fatos ligados a eliminação dos indígenas.

Hoje comemora-se o dia da Consciência Negra. Há também um dia dedicado ao Indígena (assim com letras maiúsculas). Não seria melhor comemorar o dia da Unidade Racial Nacional? Os portugueses e afins podem entrar, embora sejamos mais de 80% por cento de mestiços ou multirraciais  Porém a divisão que foi plantada ou incentivada, entre índios, negros e descendentes, permanece. E a nação não melhora nas questões sociais. A escola no Brasil ainda é uma escola européia do século 19 em muitos sentidos, e nós continuamos escravos da mente estrangeira, pois não há incentivo em buscar nossas verdadeiras origens. Que não é somente européia.

Desculpe-me se ocupo seu tempo. Sei que sabe de tudo isso. Mas quando estiver em salas de aula e tiver a oportunidade, fale da nossa raça brasileira e sua importância.

Os nossos indígenas ao encontrar os estrangeiros pela primeira vez, e outras vezes, os consideravam deuses e ficaram fascinados. Hoje é possível que haja uma inversão. Os estrangeiros devem ser fascinados pelo produto da nossa mistura e pela nossa sobrevivência. Somos muito teimosos.

Abraços,
Getulio.